Capelobo (Mylohyus nasutus)
Nomes alternativos: capelobo ou cupelobo (português), tainharõ (tupi).
Comprimento médio: macho 1,60 m (mais 20 cm de cauda); fêmea 1,45 m (mais 20 cm de cauda). Altura média: macho 90 cm; fêmea 80 cm.
Massa média: macho 85 kg (0); fêmea 60 kg (-2)
Hábitat: leste da América do Norte, até 8.000 a.C.
Inteligência Abstrata: -8; Inteligência Concreta: -4; Resistência: +1; Proteção: +1; Tamanho: 0; Saúde: +2; Mobilidade: -½; Furtividade: 0; Sentidos: +4 (Olfato: +10; Audição: +4; Visão: -2); Dificuldade de treinamento: +3.
Habilidades: Força: macho +6, fêmea +4; Combate: +3; Esquiva: 2½; Natação: +7; Corrida: +7; Preparo Físico: +5; Caça: +2.
Manobras de combate: Encontrão, Morder (2½ / 3), Pisotear (+1);
Características
No Brasil dos Outros 500, o Capelobo é uma sobrevivência do Mylohyus nasutus, um pecari pré-histórico que era muito maior que os hoje existentes e se assemelha curiosamente ao animal do mesmo nome no folclore do Brasil real.
Como outros porcos selvagens, vivem em hordas de 10 a 50 membros, nas quais os machos protegem as fêmeas e os filhotes. Ativos do final da tarde ao início da manhã, comem praticamente de tudo, mas têm uma dieta constituída em 90% de vegetais (frutas, folhas, raízes) e 10% animais pequenos. Costumam fazer ruído batendo os dentes, para espantar possíveis predadores.
Se um animal da horda sentir-se ameaçado, todo o bando ataca o agressor. Se um personagem encontrar a horda, faça um teste de reação com dificuldade +1; se falhar, a horda ataca. Se o personagem atirar ou atacar, a horda ataca automaticamente.
Tipicamente, o ataque começa por um Encontrão; se acertar o alvo (teste Combate do capelobo contra a Esquiva do alvo), há uma disputa de Forças, com bônus de +1 para o capelobo (+2 se a presa tiver tentado esquivar sem conseguir); se o capelobo vencer, tenta atacar a vítima mordendo a barriga e arrancando as tripas, ou então a garganta. Se for um cavalo, tenta quebrar-lhe as patas (consegue se a mordida provocar dano 3 ou maior de uma vez); se o derrubar, ataca o cavaleiro.
A Lenda: o capelobo pertence ao folclore da região dos rios do Pará e do Maranhão. É parecido com uma anta, mas é mais veloz, apresenta um focinho mais parecido com o de um cão ou porco e tem uma longa crina. Peludo e muito feio, sempre perambula pelos campos, especialmente em várzeas. O nome parece ser uma fusão indígena-português: Capê (osso quebrado, torto ou aleijado) + Lobo. É uma espécie de licantropo: indígenas velhos transformam-se no capelobo, que também pode aparecer com o corpo metade homem, com focinho de tamanduá e corpo arredondado. Costuma sair a noite, rondando as casas e acampamentos que ficam dentro das florestas, costuma apanhar cães e gatos recém nascidos. Encontrando bicho de porte ou caçador, rasga-lhe a carótida e bebe o sangue. Só pode ser morto com um tiro na região umbilical. Denuncia-se pelos gritos e tem o pé em forma de garrafa.
Outras espécies
Platygonus compressus é outro grande porco-do-mato que viveu na mesma época e lugar. Nomes alternativos: queixadão (português), pecariçu (tupi). Comprimento médio: machos, 1,30 m (mais 15 cm de cauda), fêmeas, 1,20 m (mais 2 m de cauda). Altura média: machos 75 cm; fêmeas 70 cm. Massa média: machos 60 kg (-2), fêmeas 45 kg (-3½). Mobilidade: 0. Habilidades: Força: macho +5, fêmea +3; Esquiva: 2½; Manobras de combate: Morder (2 / 2½); Encontrão
O Brasil dos outros 500
No Brasil dos outros 500, os capelobos são encontrados na Amazônia Oriental e os queixadões em toda a Amazônia.
Atlântida
No universo de Atlântida, capelobos e queixadões são encontrados em todo o Continente Ocidental.
Solidariedade Galáctica
No Universo da Solidariedade Galáctica, capelobos e queixadões continuam a existir com a mesma distribuição do Brasil dos outros 500.